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Cuidado com o CDR disfarçado de MOD

18
out
CDR

Por Fausto Mucin

A pior notícia de todos os tempos no mercado fonográfico não é o fechamento da EMI, ou melhor, a venda de partes dela para as concorrentes, mas sim a criação de uma denominação bonita, porém, ordinária, de uma porcaria. Estão chamando de MOD (Made on Demand), o famigerado CDR com capa impressa em jetdesk. Sim, estão fazendo isto, uma das maiores Empresas americanas, por exemplo, está. Recebemos recentemente produtos neste formato, e só descobrimos que se tratava de um produto oficial quando reclamamos. Claro, rejeitamos. Devolvemos e estamos atentos, quando houver a denominação MOD na especificação de qualquer CD ou DVD, cuidado, saiba que não é apenas um CDR, é um lixo de CDR.

O CDR, por definição, em comparação com um CD oficial, já é um produto feio, por mais caprichado que seja, mas estes que recebemos são muito ruins, feitos sem o menor carinho, e, detalhe, cobram mais caro!

Esta é mais uma prova de que as grandes empresas não estão sabendo lidar com a digitalização do mundo. Estamos numa época em que a maioria das obras estão sobrevivendo através de vários formatos, o CD por exemplo, tem em muitos casos, sua versão em vinil, quando não mais de uma, e  versões em CD também  (com bônus, com DVD, com CD extra, digipak com encarte. A Amazon ter comprado o Washington Post, talvez, seja o maior sinal disso tudo, significa muita coisa.

A queda da qualidade é a pior coisa que poderia acontecer a uma indústria que se pretende cultural, artística… No caso é cegueira mesmo, pois a quantidade de pessoas que compraria uma porcaria destas, mais caro, só por saber ser oficial, deve ser ínfima. Fizemos uma pequena enquete aqui na loja e não houve uma só pessoa interessada, mas a revolta foi unânime. Esta ocorrência é com uma das maiores empresas do ramo do planeta, nem as bandas independentes e sem recurso apelam desta forma, excetuando-se uma minoria que não teve por onde fazer acontecer se não fosse assim, não cabe aqui crítica a estas, muito pelo contrário, mas a imensa maioria das bandas independentes ralam muito pra fabricar um produto com a qualidade que só o que tem finalização industrial tem, e não é só por uma questão estética, mas técnica mesmo, os CDRs sofrem de incompatibilidade crônica, rolam em alguns aparelhos, já em outros não, etc…

É uma pena saber que estas empresas estão com um desdém escancarado como este, esperamos que a própria reação/rejeição seja uma lição. Este momento de redefinição mostrou-nos que quem coleciona pode até comprar menos, já que os preços não ajudam, mas compra sempre o original, não se contenta em apenas “baixar”. E não compra CDRs, pode até gravar o seu pra sair por aí, pra presentear alguém que ainda não conhece a banda, etc, mas ter uma coleção de CDRs não é o caso, e se for, não será pagando mais caro ou muito menos importando, inadvertidamente.

Já não bastam os russos que não são russos, os piratas que são cópias quase idênticas aos originais, produtos que inundaram o mercado, distribuidores que não têm o menor compromisso com nada.

Este texto reflete apenas uma opinião e, o principal, presente servir de alerta. A decisão, claro,  é de cada um, mas ao menos saiba o que está comprando.

Quanto a nós, continuamos vendendo APENAS produtos novos e originais, oficiais obviamente, e fabricados na fábrica (!) e com toda a segurança e garantia que você já conhece.

Obrigado!

Fausto Mucin

Fausto Mucin Fausto Mucin é editor do Zine O Grito e das publicações nas redes sociais da Die Hard, selo independente e loja (lj 312) da Galeria do Rock. Fone (11) 3331-3978. http://www.diehard.com.br

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