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Roda Gigante – Biquíni Cavadão

10
mai
Biquíni Cavadão

Por Anderson Nascimento

Com uma pegada inicial que remete imediatamente à sua fase oitentista, “Amanhã É outro Dia” é a faixa que aciona a “Roda Gigante” do Biquíni Cavadão, décimo quarto disco da banda carioca liderado por Bruno Gouveia.

Não há dúvidas quanto a qualidade musical e a importância desse grupo que lançou o seu primeiro álbum, “Cidades em Torrente”, em 1986, responsável por alguns sucessos da banda como “Tédio”, “Tédio” e “Múmias”. A surpresa pelo excelente resultado final do novo álbum passa longe de questionamentos relacionados à capacidade do grupo. O fato é que o Biquíni já não lançava um disco de inéditas há seis anos quando então lançou “Só Quem Sonha Acordado Vê o Sol Nascer” (2007), embarcados em projetos especiais como os dedicados aos anos 80, e os álbuns revisionistas aonde a banda relê os seus principais sucessos em novas versões.

Ainda que a banda tenha belíssimos álbuns em seu currículo, “Roda Gigante” merece destaque porque é um disco carregado de emoção, um álbum de belas músicas e momentos perenes, como é o caso de “Beijos e Mais Beijos”, faixa que vem sendo bastante executada em algumas rádios.

Falando em emoção, o resultado da improvável parceria da banda com Lucas Silveira (Fresno) surte impressionante efeito, tornando a faixa elegível a uma das mais bacanas do disco. A emoção está presente em vários momentos e de várias formas no disco, como o da comemoração de um gol na faixa “É Dia de Comemorar”, já conhecida pelo público o ano passado. A emoção também transborda na romântica “Outra”, talvez a melhor faixa do disco, que agrega baixo e arranjos de Patrick Laplan e um vocal incrível de Bruno Gouveia.

Ora apontando para o futuro, caso dos arranjos de faixas como “O Último a Saber”, e a releitura de Rita Lee e Lee Marcucci de “Agora é Moda” – veiculada anteriormente na trilha sonora da novela “Ti-Ti-Ti” -, que aqui ganha a participação do Jota Quest Rogério Flausino, ora com vistas no passado, caso de “Eu Sorrio”, boa música que reverencia em forma de trocadilhos o Rio de Janeiro, a banda esbanja talento em cada uma das doze faixas, mostrando inspiração e dedicação.

É prazeroso e delicioso poder ouvir um álbum de inéditas de uma das poucas bandas que sobraram da prolífica década de oitenta, e perceber que se ainda estão por aqui nos dias de hoje é por puro merecimento, talento e competência, dessa forma, o Biquíni certamente deve estar ciente de que estampou um sorriso no rosto de todos aqueles que curtem o bom pop-Rock brasileiro.

Texto cedido pelo site Galeria Musical – www.galeriamusical.com.br
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